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Artigo - Eu, o GADO

por Efraim Amorim

Aos autos intitulados arautos da verdade, da excelência moral – que tem em seus frágeis interiores uma vontade enorme de fazer o mundo se portar mediante seus caprichos, geralmente atendendo aos mais vis malefícios à humanidade, que “cagam” regra sob como os outros devem ser responsabilizados pela exploração capitalista, mas não assumem a responsabilidade por si próprio, desde arrumar o próprio quarto, até quiçá saber cozinhar a própria comida: Os meus mais sinceros mugidos.

Me parece estranho a alcunha de Gado, tendo em vista que, o discurso ora aplicado pela esquerda para atacar eleitores do governo vigente no Brasil, parece calhar bem à direita “progressiva”, já que parecem compactuar com a mesma visão esquerdista de como o governo deve se portar.

Essa direita “progressiva”, parece buscar nas entranhas desse novo espectro político que ultimamente ganhou mais força no Brasil (a direita), uma esquerda moralmente aceitável, que além de livrar-se de todos os escândalos de corrupção que fatalmente foram criados e perpetrados por governos esquerdistas, irá compactuar com todo os “progressos” que a esquerda tem trazido ao mundo, com sua agenda globalista.

Em outras palavras: essa direita “progressiva” – ou seria melhor identificá-los com new left ou isentões – querem os avanços que uma sociedade de livre mercado pode oferecer, com aquela pintada de progressismo que um conservador tem o dever de combater. Por exemplo: as questões relacionadas à legislação pró drogas, aborto, contra à família e etc…

Por esse ângulo, é ainda mais estranho, eu (como gado) pensar que ao elegermos um conservador, essa dita direita “progressista” iria querer que ele fizesse exatamente aquilo que foi eleito para evitar: uma revolução e não cumprisse às suas promessas de campanha. E ao perceberem que seus caprichos não estão sendo atendidos, vociferam para todos os lados: Traidor! E você, que permanece contra essa nova revolução: Gado.

De toda forma, já é de se esperar isto, pois quando usam das mesmas táticas, outrora usada pela esquerda para atacar a oposição, tais como meias verdade para emplacar uma narrativa.

Vide o caso do [hoje] ministro da Justiça, André Mendonça, ex-assessor do Ministro Dias Toffoli na AGU. Mas voilà, Toffoli fora indicado politicamente ao cargo de Advogado Geral União em 2007, já André, aprovado em concurso e nomeado desde de 2000. Que crime o dele: concursado federal, tendo tido em seu hall de chefes: FHC, Lula, Dilma e Temer – só crianças boas.

Ah! Mas ainda tem o livro que ele escreveu em homenagem ao Amigo do Amigo do Meu Pai. Faria até sentido se este livro este assinado por André Mendonça não tivesse sido assinado por outros milhares de servidores da AGU.

Mas será isto mesmo que acontece? Será que na Direita, há uma ala meio “progressiva” que se opõe ao conservadorismo? Ou uma ala que ainda tem medo do combate? Uma ala que abraça o discurso esquerdista, pois, também os veem com Arautos da Verdade – ora iludidos pelo presidente presidiário – que precisam de uma nova chance.

Se realmente for isto, se eles realmente precisam de mais de um século de mortes ocasionadas pela esquerda para que seja necessário abrir os olhos? Então, eu, o Gado, realmente não sei o que será necessário.
Talvez, a língua dos animais eles (finalmente) entendam.
Então: – Muuuu!

Efraim Amorim

Engenheiro de Produção pela ESTÁCIO
MBA em Gestão de Projetos pela FG
Designer pelo IFPE

*OBS: Este conteúdo é de inteiramente da responsabilidade do autor. A opinião do autor não expressa a opinião do portal.

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