por Efraim Amorim
Existe uma certa omissão de partes importantes daquilo que vem a ser a doutrina Fascista, como aquela aplicada por Benito Mussolini na Itália durante o seu governo na primeira metade do século XX. Em sua frase celebre, ele mostrou em algumas palavras a cerne de toda doutrina fascista, que também é o ponto focal do comuno/socialismo, justamente o controle total do Estado sob à vida das pessoas e toda a esfera pública.
“Tudo no estado, nada contra o estado e nada fora do estado” – Benito Mussolini
Ou seja, a ideologia fascista vê o estado como o agente centralizador de todos os organismos da sociedade civil tendo-os sob o seu poder e a partir daí a chancela do que pode ou não pode ser feito, mediante aquilo que seus burocratas e “planejadores centrais” acreditam ser o melhor para a sociedade.
Mas o que isso quer dizer?
Quer dizer que, empresas, escolas, igrejas e famílias, terão de obedecer a ordens de o que se deve ou não fazer, vindas do estado e seus controladores, ou seja, de pessoas que se quer tem conhecimento de como suas decisões pode impactar à vida das pessoas nas diversas regiões e culturas do Brasil, mesmo assim as tomam.
Nada muito diferente do que vemos rotineiramente acontecendo nas assembleias legislativas dos estados brasileiros, bem como com decisões arbitrais de governadores – diga-se de passagem, ambos os espaços, tomados por políticos esquerdistas.
Isto é, nada mais na menos que burocratas tomando decisões arbitrais sob à vida das pessoas baseadas em sua própria vivência – de longe é claro, de tais assuntos aos quais eles insistem em decidir sobre.
É de se temer este tipo de política, muito mais pelo fato de que (como dito) muitos desses burocratas tem um viés marxista de pensamento. Onde, tudo que for de encontro aos ideais do marxismo cultural e suas vertentes logo é taxado com todos aqueles “istas” que já conhecemos.
Em resumo, o que a doutrina fascista prega, seria um Organismo Central Estatal controlando tudo – inclusive o pensamento.
Porém, ainda não foi observado a intervenção estatal – como desejam alguns esquerdistas – na vida íntima das pessoas de maneira mais incisiva, mas isso não nos faz acreditar que não exista tais intervenções, muitas delas envoltas nas patrulhas de pensamento, disfarçadas no politicamente correto.
Portanto, se não podemos vê-las escancaradas no dia-a-dia, conseguimos observá-las, “claras, em alto e bom som” através das inúmeras regulações que os governos impões às diversas atividades econômicas.
Siglas como ANATEL, ANEEL, ANCINE e etc. são agências governamentais que trabalham em função da regulação do que as empresas privadas podem ou não oferecer aos seus clientes.
Em suma, estas regulações garantem apenas que:
1º – estas empresas detenham o monopólio daquele produto e/ou serviço, impedindo ou criando barreiras quase intransponíveis para novas empresas ingressarem nestes mercados.
2º – os serviços prestados sejam quase sempre de péssima qualidade, ou alguém ama os serviços das nossas operadoras de telefone?
E um fator comum, mas que nos passa despercebido muitas vezes é que o estado, uma vez intervindo, tende a trabalhar para aumentar ou manter o seu controle. Nunca, os burocratas engravatados irão trabalhar para que haja menos intervenção do estado, e sim, mais, muito mais intervenção.
E certo que muito dos principais alvos dessas intervenções estatais impostas pela esquerda e/ou fascistas sempre foram às empresas privadas. Pois, como visto por ambos, a economia liberal – por premiar aquele que obteve sucesso em entregar ao consumidor, aquilo o que ele quis e recebeu em troca dinheiro, trata-se de “puro egoísmo”, “ganância excessiva”, “materialismo” e etc, tem se tornado um meio pelo qual as pessoas saem da tutela do papai estado.
Algo inadmissível, pela canhota e também, [adivinhem!] os fascistas.
Desta forma, a economia liberal deve ser combatida por meio de regulações – colocando tais empresas novamente sob a tutela do estado e que apenas prejudica o pequeno empreendedor (geralmente pessoas pobres) ou simplesmente com o aumento dos impostos sob tais produtos e/ou serviços.
Sendo assim, vemos que a intervenção estatal nas diversas esferas da nossa sociedade, que sempre foi preconizada pela esquerda também é uma doutrina fascista.
Apesar de o Socialismo e o Comunismo diferirem do Fascismo na questão de os primeiros serem voltados para a luta de classe de âmbito internacional (com o fomento revoluções em todo o globo), o fascismo é um tipo de socialismo nacionalista, tal como foi o nazismo na Alemanha, mas em essência, pregam as mesmas asneiras – o estatismo.
Já que os antifascistas de hoje, defendem o mesmo modelo político dos fascistas de ontem, que com certeza encheriam o IL DUCE de muito orgulho. O nosso dever, como conservadores e democratas é muito simples, em primeiro lugar, defender os valores da nossa sociedade, pautados nas liberdades econômicas, de pensamento (mesmo os contrários), imprensa e culto. E em segundo lugar, garantir que esta liberdade não seja tolhida, sob pretexto algum, de qualquer fascista ou esquerdista que queira com o uso do aparato estatal, cercear nossa LIBERDADE.

Engenheiro de Produção pela ESTÁCIO
MBA em Gestão de Projetos pela FG
Designer pelo IFPE
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